sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Tartaruga cabeçuda de 96 cm é encontrada morta em Jurerê Tradicional, em Florianópolis

Mais uma tartaruga foi encontrada nas areias do Litoral de Santa Catarina. Desta vez o animal já estava morto, e foi enterrado na praia de Jurerê Tradicional, em Florianópolis, por equipes do projeto Tamar, no início da tarde desta quinta-feira. Com 96 cm e aproximadamente 100Kg, a tartaruga adulta da espécie cabeçuda foi a 18ª a ser registrada pelo projeto Tamar no Litoral Catarinense neste ano.

— A tartaruga, que aparentava ser fêmea, devia estar morta há cerca de cinco dias. Por isso, devido ao avançado estado de decomposição, não tivemos como descobrir o motivo da morte, mas as causas mais comuns são redes de pesca, onde os animais ficam presos; colisão com embarcações e doenças pulmonares — explica o coordenador do Projeto Tamar em SC, Gustavo Stahelin.

A tartaruga chamou a atenção de moradores que passavam na praia por conta do seu grande tamanho, além de estar inchada e com sangramento. O animal já estava encalhado desde o fim da tarde de quarta-feira em Jurerê Tradicional, conforme informações repassadas pela Companhia Melhoramentos da Capital (Comcap) — responsável pela coleta de lixo em Florianópolis — ao projeto Tamar.

Espécie Cabeçuda é a segunda mais comum no Estado

Somente neste ano, o projeto Tamar registrou 18 tartarugas — entre vivas e mortas —no Litoral Catarinense. Dessas, três eram da espécie Cabeçuda e 15 eram tartarugas verdes. No entanto, Stahelin garante que o número é ainda maior.

— Com certeza os números são maiores do que os registrados pelo Tamar. No Norte e no Sul do Estado, por exemplo, há mais ocorrências do que na Grande Florianópolis, mas muitas vezes não ficamos sabendo, pois existem outros órgãos que cuidam de tartarugas. Além disso, quando o animal é pequeno e já está morto, muitas vezes os próprios moradores acabam enterrando — afirma Stahelin.

No ano passado, o Projeto Tamar registrou 120 tartarugas nas praias catarinenses, sendo oito cabeçudas, três tartarugas-de-pente e 109 tartarugas verdes.

— A tartaruga verde é a mais comum de ser encontrada porque vive próximo da costa praticamente durante todo o ciclo de vida. Já as cabeçudas, segunda espécie mais comum no Estado, costumam nadar em mar aberto quando são jovens, e só se aproximam da costa na fase adulta.

O que fazer ao encontrar uma tartaruga

Quem encontrar uma tartaruga na praia deve contatar o projeto Tamar pelo número (48) 3236 2015, para que uma equipe vá até o local e avalie a situação do animal.

— Se estiver vivo, podemos cuidar da tartaruga até que ela se recupere e possa ser devolvida ao mar. Se estiver morta também recomendamos procurar o Tamar, pois se o óbito tiver ocorrido há pouco tempo podemos fazer necrópsia e descobrir as causas da morte do animal — explica Stahelin.


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